Papo sério

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O recente “vazamento” de informações confidenciais de guerra, protagonizado pelo site WikiLeaks, que se apresenta como “a multi-jurisdictional public service designed to protect whistleblowers, journalists and activists who have sensitive materials to communicate to the public”, fez-me lembrar do filme Lions for Lambs (Leões e Cordeiros, na tradução brasileira), lançado por aqui em 2007. Dirigido por Robert Redford, a película conta com uma brilhante interpretação de Meryl Streep como a jornalista Janine Roth. Confira abaixo um trailler do filme. Se já viu, acho que vale a pena rever, senão, #ficaadica.

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A hora da vingança

Acabo de  assistir no youtube ao primeiro episódio de A Vida Alheia, nova série da Globo, escrita por Miguel Falabella. Gostei do que vi, apesar de muitas cenas lembrarem o filme O Diabo Veste Prada, como bem escreveu a jornalista Patrícia Vilalba, e de outros clichês do gênero, quando se trata de abordar o jornalismo ou o que se imagina que ele seja. Mas, como não se envolver logo de cara quando, na abertura da série, a editora Alberta Peçanha, aparentemente proferindo uma palestra, lança  a seguinte frase, um achado, diga-se de passagem:

Na mídia há dois bandos que interagem constantemente, nem sempre com bons resultados: celebridades e a imprensa nelas especializada disputam no dia a dia uma ruidosa batalha por território

O prólogo talvez seja a prova de que Falabella não estava tergiversando, ao afirmar, em entrevista, que  neste universo por ele retratado “não há vilão nem mocinho”.  Alguns diálogos foram impagáveis, como o da mesma Peçanha – uma jornalista sem qualquer escrúpulo e primorosamente interpretada por Claúdia Jimenez – com a dona da revista  (Marília Pêra) que lhe pedia para evitar dar capas sobre os escândalos protagonizados por uma amiga. Confira:

- Não custa, Alberta…

- Custa, o que os leitores pagam !

- É só não dar na capa, a matéria pode ficar igualzinha.

- Noooossa Catarina, estamos editando, agora ? Estudamos jornalismo onde ? Num cursinho para moças que não têm o que fazer ?

Não preciso nem comentar a ironia, não é ?

Acho que, no futuro e se mantiver o mesmo ritmo do episódio de estréia, este é o tipo de série que pode render excelentes análises acadêmicas. É esperar e ver…

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