Da arte de ver o que pode ser positivo – ou não

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Capa Como mudar o mundo.inddPrometi para mim mesma evitar entrar em livrarias. É que tenho uma compulsão não diagnosticada – e muito menos tratada – por livros impressos, aqueles que alguns anunciam que vão acabar um dia. Não adianta, no meio das prateleiras que admiro com enorme prazer sempre encontro alguma coisa que se torna indispensável, às vezes pelo conteúdo que eu já sei que é de qualidade, às vezes pela produção gráfica – incluindo o design editorial – que faz o livro praticamente gritar pedindo abrigo em meu colo.

Foi este segundo aspecto que me fez comprar alguns títulos da Objetiva que integram a coleção “The School of Life”.  A capa em papel quase aveludado, gostoso de tocar e com cores belíssimas,  as bordas arredondadas ainda pouco comuns em nosso mercado editorial e o tamanho quase de bolso (13X17,8) têm lá o seu charme. A tal famosa School of Life foi criada em Londres e a coleção, explicam os editores, “se dedica a explorar questões fundamentais da vida”. Na sequência, um aviso providencial: “Não temos todas as respostas, mas vamos guiá-lo na direção de uma variedade de ideais úteis – de filosofia a literatura, de psicologia a artes visuais – que vão estimular, provocar, alegrar, consolar”.

Entre os títulos “Como mudar o mundo” e “Como viver na era digital”, além de dois que devem vender como água em tempos como os nossos – “Como manter a mente sã” e “Como encontrar o trabalho de sua vida” – onde alguém sempre ou  está estressado ou está insatisfeito. É a era do mimimi, diriam os facebookianos. Folheando aquele sobre sanidade, leio que “ver o mundo pelo ponto de vista do outro além do nosso pode permitir que os dois cresçam. Quando nos tornamos muito ‘rígidos em nossa forma de ser’, tornamo-nos menos capazes de ser tocados, comovidos ou iluminados pelo outro e perdemos vitalidade”. Não deixa de ser um alerta interessante, em tempos em que alteridade virou palavra da moda, mas poucos sabem ao certo o que ela significa. O outro, ah, o outro. Difícil isto, hein ?

Fato é que comprei todos os títulos disponíveis na livraria. Não faço ideia de quando terei tempo de lê-los e foi a primeira vez na vida que adquiri o que se classifica como leitura de auto-ajuda. Se nada der certo, pelo menos posso garantir que ficam bem bonitinhos na prateleira da minha biblioteca, todos compondo um mosaico colorido e desafiador. Porque a boa vida também requer investimento em alguma beleza, né ?

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Cotidianos

 

 

Fato é que não consigo cumprir minhas promessas. Isto eu já sabia, mas agora coloco a questão em escala internética. Prometi uma crônica a cada dois dias e não consegui. Poderia culpar a agenda lotada. Poderia culpar a falta de inspiração, a crise mundial, o furacão Sandy, as eleições norte-americanas, o recesso do STF, as dores na lombar.  Poderia. Mas não, não farei isto. A culpa é desta falta de rigor para cumprir promessas que talvez seja o motivo de eu ter desistido de ser uma católica praticante: naquela época eu pedia, pedia, pedia, prometia mundos e fundos para os santos e, quando alcançava a graça solicitada, na hora dos agradecimentos parava na segunda Ave Maria e olhe lá. Sou um caso perdido.

Ao menos deveria ter uma boa história para contar hoje, mas não tenho. Nada. Vidinha besta esta. Os dias continuam com 24 horas, as horas com 60 minutos, os minutos com 60 segundos. O Natal já se aproxima – de novo ! – e o Palmeiras parece que vai cair para a segundona – de novo ! Adriano, do Flamengo, faltou ao treino – de novo ! – e Glória Perez assina uma nova novela que tem parte da história em um país “exótico” do outro lado do oceano.

Ah, o Jornal da Tarde acabou. Isto é novidade, mas é daquelas que considero melhor nem comentar. O mundo também parece que vai acabar. Para muita gente, aliás, já acabou. Para outros, continua lindo, como o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, diga-se, já é verão. Em Balneário Camboriú, os turistas deste feriadão também acham que é: têm de fazer valer o dinheiro pago nos pacotes de ocasião. Em Floripa, uma lancha quase ficou presa sob a estrutura de uma quase praça de pedágio, no caminho para Jurerê Internacional. Vida que quase segue, como você pode ver.

E eu continuo tentando cumprir a promessa de escrever uma crônica. Amanhã, quem sabe…..

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