Já que hoje é domingo…

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Era para ser apenas e tão somente uma brincadeira, como dizia aquela música pseudo-cult-brega de Peninha. O povo estava trocando o avatar no twitter, colocando fotografias da infância em homenagem ao Dia das Crianças e eu resolvi fazer o mesmo. O detalhe é que todas as minhas fotos estão em álbuns e eu tive de recorrer a eles para entrar na onda. Pois bem…

Fiquei algum tempo remexendo as imagens que não são só minhas: tenho fotos de meus pais, de meus avós que já faleceram, de minha irmã, de minhas tias, de meus primos ainda pequeninos, minha afilhada em meu colo, recém nascida e eu com nove anos. Impossível não lembrar de um mundo de coisas e rir de outras tantas. Porque no meio das fotos há algumas de um aniversário que não sei quando aconteceu, mas cujo bolo lindo, em formato de castelo, grande e poderoso, era tão importante que o fotógrafo simplesmente decapitou quase todo mundo, inclusive eu, a aniversariante.Quem terá tirado estas fotos ?

Tem fotos minhas bem pequena no colo da minha avó. Naquela época, ela já não era jovem, mas a minha lembrança mais recente dela é em seu aniversário de 90 anos, dando língua para o fotógrafo insistente que fotografava cada um de seus passos. Ela era assim, irreverente, mas comigo nos braços era só ternura, sempre foi só ternura e eu lembro dela assim.

Tenho fotos de meu pai “no campo”, exercendo seu ofício de geólogo, com bateia na mão, água na altura dos joelhos, em um rio qualquer da Amazônia. Lembrei dele dia destes, quando dava aula no Mestrado, nem sei direito porque o citei, mas citei. Tenho fotografias de minha mãe, como sempre, fugindo das lentes dos fotógrafos, reclamando (pena que foto não tem som) que não é fotogênica. Eu também não sou. Será herança ?

Tenho fotos de minha irmã, fantasiada de Axl Rose, no seu tempo de quase rebelde. Naquela época ainda tínhamos vinil e ela adorava o tal do Guns N´ Rose e  o  hard rock Sweet Child o’ Mine, musiquinha que fazia parte de um disco chamado Appetite for Destruction , lançado em 1987. O engraçado disto tudo ? A letra da canção começa com algo mais ou menos assim, em tradução livre,

Ela tem um sorriso que me faz lembrar da minha infância

Enfim, eu não acredito em coincidências, mas que las hay, las hay.

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Feliz aniversário

Hoje é aniversário de Juju. Acordei com a pequena ao meu lado, de pé, com carinha assustada. Tinha no olhar o medo que esquecesse do seu aniversário. Dei-lhe um sonoro bom dia e, apesar de estar mais dormindo que acordada às 7h47 da manhã, lembrei da data. Chamei-lhe pertinho, dei um beijo no rostinho agora luminoso, puxei seu corpinho para um abraço em conchinha e dei-me conta de como meu bebê cresceu. Uma bonequinha, com sete anos, alguns dentes faltando e um sorriso maroto, maroto cheio de felicidade porque havia lembrado da data. Mal sabe ela que naquele abraço lembrei do dia em que soube que estava grávida, dos meus gritos afoitos no meio da rua abrindo o resultado do exame, de vários dias daquela longa espera que foi a gravidez, porque minha menina, ainda por cima, resolveu nascer 15 dias depois do previsto. Lembrei da sua carinha de anjo chegando na Terra…. Lembrei de mim, lembrei de nós.

Feliz aniversário, Juju.

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Miniconto

- Eu sonhei com o Reynaldo Gianecchini.

– E ?

– Ah, eu queria saber o que isto significa….

– E tem algum significado?

– Deve ter.

– Que nada, você deve ter lido algo sobre ele ontem.

– Não, não li. E o sonho era claro, eu es-ta-va com ele.

– Ah, tá, entendi. Você então está querendo acreditar que é uma premonição. Seria isto? – indaga, às gargalhadas.

– Pô, eu tô falando sério. Parecia real.

– Bom, o que posso lhe dizer é que os espíritas falam que quando a gente dorme, nossa alma vaga. Vai ver que foi isto. Sua alma tava à toa por aí e encontrou a do cara, pronto. Daí a Cinderela acordou e lá se foi seu príncipe encantado. oh !!!!!!!!!!!

– Eu nem sei por que ainda perco tempo conversando contigo….

– Porque eu sou real, ora esta ! E, melhor, tô aqui, bem perto. Aliás, muuuuito perto.

– Ah, tá, entendi. Você então está querendo dizer que mais vale um chato na mão do que um Gianecchini sonhando ? – indaga, às gargalhadas.

– Exatamente.

– Isto foi uma cantada ?

– Exatamente.

E foi assim que Ariela descobriu o significado do seu sonho.

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