Para os que amam livrarias um texto que vale muito a pena

Compartilhe este post

livrarias

A partir da indicação de amigos nas redes sociais, cheguei ao texto ” Para que serve uma livraria?“, do DANILO VENTICINQUE, editor  da Revista Época. Ele fala sobre estes templos e, de certo modo, da magia que ainda as envolve. Eu faço parte do time dos que adoram livros e sofro por Floripa não ter lojas da Livraria Cultura, por exemplo, com seus amplos espaços para troca cultural, em sentido mais pleno. Sou do tipo que senta no chão, nos corredores da Cultura seja em Salvador ou em São Paulo, sem a menor cerimônia.

Ao mesmo tempo, fico feliz da vida quando as crianças me pedem, de forma espontânea, para visitarem algumas das livrarias de Floripa e ficam envolvidas durante muuuito tempo com a seção de títulos infanto-juvenis. Existe algum sinal mais claro de que o futuro tem tudo para ser promissor ? :-)

Abaixo, reproduzo um parágrafo do artigo de Venticinque que me chamou a atenção:

As livrarias brasileiras cresceram num vazio deixado pela falta de boas bibliotecas e centros culturais. Transformaram-se em pontos de encontro, salas de leitura e espaços para eventos. Algumas têm auditórios e até teatros para acolher o público. Mesmo com todas as facilidades oferecidas pela internet, as pessoas continuam saindo de suas casas. As que gostam de cultura nem sempre têm boas alternativas para se divertir. E, depois que abandonamos o sofá e o cobertor, poucos lugares são tão aconchegantes quanto uma livraria.

 

Amém !

Leia Mais

Programa discute literatura infantil e juvenil

Descobri por um acaso esta entrevista do professor João Luís Ceccantini para o Programa Extra-Classe, produzido pelo Sinpro Minas. Achei muito interessante.  O pesquisador destaca que o incentivo à leitura  não deve ser visto de uma forma pragmática, tarefeira, “usando a literatura infantil como um mero instrumento para fazer a atividade x,y, z”.  Durante o debate, há uma verdadeira aula sobre a obra de Monteiro Lobato. “Um bom livro é feito para ser curtido !”.

 

 

Leia Mais

Um morcego que lê, escreve e ensina

1bf6d149-0b66-433b-8237-6c8a36ed3d77BatPat_Tesouro_W221As crianças me apresentaram a Bat Pat: um morcego escritor que, durante uma fuga espetacular e perigosa, acabou sendo salvo por três irmãos – com idade entre 8 e 10 anos. A “saga” de Bat Pat é escrita pelo professor italiano Roberto Pavanello e começou com Bat Pat – O tesouro do cemitério, lançado pela Fundamento, em 2009. Em meio a histórias divertidas de mistério, se aprende um pouco de História, Geografia e até Biologia, a depender do volume – já são 11, de acordo com o site da editora.

Já no início de O tesouro do cemitério, o morceguinho se apresenta como autor de livros de suspense – “aqueles que falam de bruxas, fantasmas, cemitérios… histórias de arrepiar ! Mas tenho de confessar um segredo: na verdade, eu sou um grande medroso!”. Por isso, cada vez que se vê em apuros, ele solta a mesma frase – ” Ai, que medo medonho !” – , que, ao menos aqui em casa, faz o maior sucesso em nossas sessões de leitura.

Ao longo da narrativa, Bat Pat vai revelando outros mistérios. Aprendeu a falar quando morava em uma biblioteca – “à tarde, o bibliotecário lia em voz alta para as crianças. Era muito bom !” – onde também aprendeu a escrever:

“A coisa mais difícil, porém, foi convencer os três de que, além de falar, eu sabia escrever (sempre por mérito daquele velho bibliotecário) e que escrevia justamente…. histórias de terror”

Com um média de 100 páginas, os livros são recomendados para crianças com idade entre 8 e 11 anos, mas o Lucas desde os 6 já os curtia , sobretudo quando eu  os lia em voz alta.

Ao final de cada volume, jogos e curiosidades ajudam a fixar os temas que permearam cada uma das aventuras dos personagens. Para quem gosta de mistério com humor, eis uma boa pedida.

 

 

Leia Mais